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São Paulo, 21 de Junho de 2012 - 13:00
CPFL expande atividades em comercialização
Empresa abre novos escritório em busca de um relacionamento mais próximo com o mercado
Por Natália Bezutti
A CPFL Brasil, braço do Grupo CPFL Energia para o segmento de comercialização, está próxima de completar dez anos de operação com uma significativa participação de 13% do mercado livre de energia. E para se aproximar ainda mais de seus clientes, a empresa colocou em prática um plano de expansão comercial através da instalação de escritórios em cidades estratégicas de operação.
A empresa, que tem sede na cidade de Campinas, interior de São Paulo, e já possuía um escritório em Caxias do Sul, Rio Grande do Sul, inaugurou em março deste ano uma nova unidade na cidade do Rio de Janeiro. E até sexta-feira (22/6) a comercializadora deverá inaugurar uma nova unidade em Recife, Pernambuco.
“Estamos abrindo os escritórios com a finalidade de estar mais perto dos nossos clientes. Buscamos encurtar as distâncias para que possamos ter um relacionamento forte com eles. Estamos focados nisso”, explica o diretor de mercado da CPFL Brasil, Paulo Javorski.
Além de atender grandes indústrias e consumidores, o braço da holding para compra e venda de energia trabalha diretamente com a CPFL Geração e a CPFL Renováveis o que ajuda até na viabilização de novos projetos por essas empresas. A ideia é atuar no varejo e a companhia diz ter como dierencial um grande preparo para o atual momento das fontes renováveis, tanto no atendimento ao mercado interno, como no externo.
Para atender ao mercado externo, possibilitando também a competitividade dos clientes industriais, a comercializadora se prepara para conseguir a certificação de sua energia. O certificado é um reconhecimento de que o produto entregue é proveniente de fonte renovável, com baixa emissão de gás carbônico em sua geração.
Assim, uma fábrica que utilize essa energia e exporte seus produtos ganha um diferencial e uma competitividade maior frente às demais indústrias e países que utilizem energia "suja".
Ao falar sobre o atual momento do mercado livre brasileiro, o diretor de mercado, Paulo Javorski, diz ver um processo de maturação, com a necessidade de estabilização das regras e aprimoramento dos aspectos de garantias, para que o ambiente tenha o desenvolvimento voltado para o longo prazo, "com venda transparente de energia futura".
Sobre o recente caso da Bertin, que foi acusada pela CCEE de "fraude" no mercado, Javorski acredita ser "um fato isolado", mas destaca que o assunto “chama a atenção pela necessidade de estabelecer um processo de garantias que proporcione uma maior segurança e, portanto, estabilidade”.
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