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São Paulo, 20 de Junho de 2012 - 18:23
Dilma: Brasil faz sua parte em energia renovável
Presidente cobra paÃses desenvolvidos na abertura oficial da Rio+20
Por FabÃola Binas
Durante discurso na abertura oficial da Conferência das Nações Unidas Sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), a presidente Dilma Rousseff ressaltou que o Brasil tem feito sua parte em busca de um desenvolvimento nacional sustentável. Na ocasião, a presidente, que está à frente dos trabalhos junto aos chefes de Estado, lembrou que o País caminha bem em relação à energia renovável.
“As fontes renováveis representam 45% da nossa matriz”, ressaltou, ao afirmar que o País tem se esforçado para ampliar a participação de energias limpas. A presidente destacou ainda que a tarefa de transformar a matriz está entre os pontos mais importantes para tornar as cidades sustentáveis. Dilma também comentou em seu discurso que o País expande sua área de preservação, tendo reduzido em 77% o desmatamento entre 2004 e 2011.
Em relação ao clima, a presidente disse que o Brasil teve coragem de aprofundar iniciativas, como fez com o compromisso voluntário de reduzir entre 36% a 39%, as emissões até 2020. A chefe do executivo salientou que o mundo não pode retroceder, ao acrecsentar que o texto aprovado ontem traz avanços importantes, mas que parte do que foi definido ainda na Eco 92 não saiu do papel.
“Reconhecemos que passamos pela mais grave crise econômica do pós-segunda guerra, o que torna o momento delicado”, expôs Dilma. Mas ressaltou que isso não deve fragilizar o objetivo de chegar a um acordo.
Dilma também analisou as recentes mudanças no cenário global, com expansão dos países emergentes. “A transferência das indústrias mais poluentes, do Norte para o Sul do mundo, colocou as economias desenvolvidas no rumo de uma produção tida como mais limpa. Mas deixou pesada a carga e a conta socioambiental para os países em desenvolvimento". E aproveitou para cobrar as nações mais ricas. "A promessa de financiamento do mundo desenvolvido para o mundo em desenvolvimento com vistas à adaptação e à mitigação ainda não se materializou nos níveis prometidos e necessários”.
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