São Paulo, 06 de Julho de 2012 - 17:00

Coelce: segredo é o cliente em primeiro lugar

Empresa foi eleita pela Abradee como a melhor distribuidora de energia do País

Por Wagner Freire

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Crédito: Divulgação Rochinha defende terceirização para aumentar qualidade

Nesta quinta-feira (6/7), funcionários da distribuidora de energia Coelce tiveram reunião com o presidente da empresa, Albel Rochinha, para comemorar pela quarta vez o título de melhor concessionária do Brasil. O prêmio foi entregue nesta semana pela Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee). Em conversa com o Jornal da Energia, Rochinha tentou explicar a fórmula do sucesso.

"Durante nossa cerimônia, notamos que havia apenas um funcionário da região de Aracati. Perguntei o motivo ao solitário. Ele respondeu que os outros não puderam comparecer à festa porque estavam realizando um trabalho importante, de recolocação de postes. Ou seja: o cliente em primeiro lugar. E esse é o nosso segredo: foco constante no cliente. Não é uma coisa que implantei, é algo que está no DNA da Coelce. Esse exemplo mostra como a gente é diferente", contou o executivo.

Rochinha está à frente da concessionária desde 2007. Ele diz que nos últimos anos a distribuidora manteve investimento da ordem de R$ 450 milhões, número que deve cair daqui para a frente. "Esse alto volume de investimentos foi por causa do Luz para Todos. Com a redução da demanda do programa do governo federal, nosso nível de investimento deve baixar nos próximos anos, algo em torno dos R$ 250 milhões".

Segundo o presidente da Coelce, a demanda por energia no Ceará tem aumentado entre 5% e 6%. E o número de novos clientes, entre 4,5% e 5%. Por ano, a empresa agregou cerca de 130 mil unidades e hoje já atende a mais de 3 milhões de consumidores faturados. "Levamos energia a oito milhões de pessoas do Estado. Sessenta por cento de nosso investimentos são em novas ligações", destacou Rochinha.

Atualmente, a Coelce conta com 1.300 colaboradores diretos e 6.700 de empresas que Rochinha chama de "parceiras". Ao explicar o termo, o executivo justifica a contratação de mão de obra terceirizada, que tem sido questionada por sindicatos. "Odeio a palavra 'terceiro'. Temos um dos maiores índices de terceirização. No entanto, o índice de satisfação do nosso cliente está em torno de 90%. Todos estão satisfeitos ou muito satisfeitos. Isso quebra aquele discurso de que é preciso ter um quadro próprio para fazer um bom atendimento ao cliente".

Centro de Controle do Sistema, na sede da empresa, em Fortaleza. Uma espécie de “cérebro” da companhia.

Desafios da área de concessão
Para Rochinha, atuar em uma região com nível de renda relativamente baixo é o principal desafio da Coelce. Ele conta que, nos últimos cinco anos, o estado do Ceará vem crescendo a taxas superiores às do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro.

"Mas se você olhar o PIB per capita, notará que o Ceará responde por 4% da população e 2% do PIB brasileiro. Se a gente estivesse na média do Brasil, esses números deveriam ser iguais. Portanto, nosso principal desafio é operar em uma área de nível de renda baixo. Para você ter uma ideia, por aqui a media das contas de luz atualmente está na casa dos R$30 a R$40".

Rochinha continua e destaca outro reconhecimento da premiação da Abracee. "Um dos prêmios que mais prezamos é o de Responsabilidade Social. Porque a gente trabalha com uma população muito carente. Por isso temos orgulho do programa Ecoelce, onde o consumidor pode pagar a conta de energia elétrica com o lixo reciclável. Trocamos o lixo por créditos na conta".

Sobre a briga jurídica envolvendo Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o terceiro ciclo de revisão tarifária e os incentivos da área da Sudene, Rochinha destaca a importância do conceito, uma vez que o impacto financeiro da questão não seria significativo. "Considerando ou não os incentivos, nosso caixa não seria muito impactado. Se você analisar, a diferença não é grande. A discussão, então, não é o valor da receita, é uma coisa mais conceitual. A Aneel tem uma visão e as distribuidoras outra".

Pré-pagamento; prefiro aguardar
A possibilidade, estudada pela Aneel, de um novo modelo, com pré-pagamento das contas de energia elétrica, é tema que está sendo avaliado na Coelce. Mas, na opinião do presidente, essa modalidade é algo que "não vai colar".

"O modelo foi um sucesso no setor de telefonia. Quando surgiu, pensamos que não iria dar certo. Mas deu. Estamos nos debruçando sobre isso. Vamos aguardar, mas vai depender muito do interesse do consumidor".



Comentários:

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Luciano Pereira disse em 06/07/2012:
"Parabéns a Coelce. Esse é um exemplo a ser seguido pela empresa ao qual trabalho e também por todas as distribuidoras do país."



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