São Paulo, 06 de Julho de 2012 - 18:08

Circulação de índios volta a paralisar obras em canteiro de Belo Monte

Reunião marcada para esta segunda-feira (7/6) pode resolver o impasse

Por Fabíola Binas

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Crédito: Norte Energia

Um novo grupo de índios se juntou nesta quinta-feira (6/7) aos cerca de 200 indígenas que estavam acampados no Sítio Pimental, que faz parte da obra da hidrelétrica de Belo Monte. Com isso, as atividades dos funcionários da área foi novamente paralisada. No local trabalham cerca de 1,6 mil pessoas, dentro de um universo de aproximadamente 10 mil que atuam na cosntrução da planta. De acordo com o Consorcio Construtor de Belo Monte (CCBM), os trabalhos foram cessados por questão de segurança, uma vez que máquinas pesadas e equipamentos são utilizados no local.

Ainda segundo o consórcio, não houve qualquer tumulto ou manifestação na área do Sítio Pimental, mas, como os indígenas começaram a circular pela obra sem o uso de equipamentos de segurança, o melhor foi interromper as atividades. Para a próxima a próxima segunda-feira (9/7) está marcada um reunião entre a Norte Energia, a Fundação Nacional do Índio (Funai) e os representantes de etnias como etnias Xikrin, Juruna, Parakanã.

Durante o encontrão será apresentada uma conclusão sobre as reivindicações indígenas em relação à construção da hidrelétrica. Além disso, a Fundação Nacional do Índio (Funai) comunicou, em nota, ter encaminhado ao Ibama, quatro dias atrás, um documento que recomenda o início da execução do Plano Básico Ambiental da obra para o componente indígena. Por enquanto, está valendo um plano emergencial. O encaminhamento destas questões pode solucionar um impasse que dura quase três semanas.

Imbróglio
O impasse na região do Alto Xingu se intensificou após uma invasão seguida de depredação ocorrida semanas atrás nas dependências do CCBM em Belo Monte. O tumulto foi no momento em que acontecia um encontro de lideranças indígenas, durante o evento Xingu + 23. Dias depois, o indígenas ocuparam o canteiro de obras, onde chegaram a confiscar veículos e equipamentos.

No dia 23 de junho passado, a Justiça Federal do Pará entendeu que uma reintegração de posse forçada no local colocaria em risco a integridade física tanto dos índios como dos trabalhadores da construção. Na decisão, assinada pela juíza Priscila Pinto de Azevedo, a Fundação Nacional do Índio (Funai) deveria se manifestar e interferir no caso com o objetivo de promover uma desocupação pacífica, que pode ocorrer na próxima semana.



Comentários:

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WHK disse em 06/07/2012:
"Todas as hidrelétricas deveriam parar por um mês. Assim, quem sabe, a população vai começar a ter uma leve idéia da importância que tem para o País. Ao contrário que a população pensa, hidrelétrica jamais será pior que traficar cocaína (vide a reação altamente positiva da população em relação à Marcha pela Maconha e negativa em relação às hidrelétricas)."



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