São Paulo, 13 de Julho de 2012 - 18:00

Empresários de Taiwan tentam entrar no mercado brasileiro de energia limpa

Foxconn estaria mais próxima de fabricar painéis fotovoltaicos no Brasil

Por Fabíola Binas

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Crédito: Taitra Taiwan País forneceu para grandes projetos, como estádios solares

Atenta ao potencial brasileiro no setor de energia renovável, a indústria taiwanesa planeja intensificar as relações comerciais entre os dois países. Além de reforçar a entrada de seus produtos, algumas empresas já pensam em estabelecer plantas fabris por aqui, como é o caso Foxconn, que ficou conhecida no Brasil por produzir tablets em Jundiaí, no interior de São Paulo.

Segundo executivos taiwaneses que conversaram com o Jornal da Energia, a entrada da empresa no país está em fase avançada de negociações. Recentemente, o empresário Eike Batista admitiu à imprensa conversações para a instalação de uma fabrica de painéis solares em parceria com a empresa oriental.

“Temos grande interesse em desenvolver parcerias com o Brasil, nos setores de energia solar e eólica”, comenta Eva Chuang, gerente do departamento de feiras da Taitra, entidade criada para o fomento às relações comerciais de Taiwan e outros países. A executiva explica que, na atual fase, o trabalho está mais concentrado na compra e venda de produtos, com a perspectiva de evoluir para a instalação de fábricas no Brasil em um segundo momento.

Já o vice-diretor do departamento de exposições do Taitra, Brian Lee, afirma que Taiwan é o segundo maior produtor de placas fotovoltaicas, com cerca de 17% de market share mundial. O país teria instalado grandes projetos na China, Coreia, Inglaterra e Espanha. “Estamos concentrados no desenvolvimento da indústria de renováveis e otimistas para intensificar negócios com o Brasil”, diz Lee.

Feira de negócios
No segmento de energia eólica, Taiwan contabiliza 60 fabricantes de equipamentos tem entre os principais compradores externos países como Japão, China, Alemanha e Estados Unidos. De acordo com o vice-diretor do Taitra, a indústria eólica taiwanesa exporta para mais de 30 países. “Nosso próximo desafio é o setor de offshore”, comenta Lee. O executivo participou, nesta quinta-feira (12/7), de evento em São Paulo para conquistar visitas de empresas brasileiras às feiras de negócios do país asiático.

Para o presidente da Unitron Engenharia, Ricardo Diez, negociar com Taiwan é um bom negócio. “Eles me oferecem tecnologia com boa qualidade a um preço competitivo”, pontoa, ao acrescentar que a aprovação da lei que autoriza a microgeração de energia deve trazer boas oportunidades de negócios para o setor solar, onde o país asiático tem know how.
 



Comentários:

O Jornal da Energia não se responsabiliza pelas opiniões abaixo expressadas por seus leitores.


Carlos Fernando disse em 14/07/2012:
"O Brasil ainda vai chorar por abandonar a opção hidráulica. O tempo dirá."

Vitor Hugo disse em 16/07/2012:
"Abandonar a opção hidráulica?? O pais tem quase 90% da sua geração por meios hidráulicos!"

Paulo Cesar disse em 16/07/2012:
"Quem falou sobre abandonar hidreletrica? Porque muitos tendem a pensar em uma coisa excluindo a outra? Todas essas tecnologias irã coexistir. Todas tem vantagens e desvantagens é um MIX de todas elas é o que irá proporcionar o melhor beneficio seja do ponto de vista econômico ou ambiental."



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