São Paulo, 18 de Julho de 2012 - 15:28

Renova Energia se prepara para o momento da geração solar

Companhia estuda, inclusive, formas de atuação no mercado de microgeração

Por Fabíola Binas

Fonte Maior Fonte Menor
Crédito: Divulgação Renova

Com um plano de negócios que contempla aportes de R$ 3,3 bilhões até 2016 e a previsão de iniciar obras, em setembro, de mais 374MW em parques eólicos, a Renova Energia também acompanha de perto o desenvolvimento da fonte solar no País. O interesse da empresa vai desde a possibilidade de construir usinas em larga escala até uma movimentação em torno de oportunidades na geração distribuída.

“Nos preparamos para acompanhar o mercado, estudando desde o começo para, assim, reunirmos as condições necessárias de estarmos em posição competitiva daqui a alguns anos, quando o setor tomar corpo”, comenta Pedro Pileggi, diretor de relações com investidores da companhia, que conversou com o Jornal da Energia.

O executivo acredita que a geração solar tem cada vez mais tem chegado próxima ao preço das demais fontes. “É uma indicação de que ano após ano se caminha na direção da competitividade, com a tendência de redução no preço da instalação”, aponta Pileggi. Segundo ele, é possível, no caso de projetos em larga escala, que ocorra uma movimentação semelhante ao que aconteceu com a eólica, até com leilões específicos.

Pileggi analisa ainda que a possibilidade de o consumidor produzir energia, recentemente aprovada pelo governo na regulamentação para a microgeração, possibilita que essa fonte já seja competitiva em certas ocasiões. Como em alguns Estados, nos quais o preço final da energia é muito alto, em torno de R$400 por MWh.

Esse filão, inclusive, é avaliado pela Renova, que não descarta participar da microgeração como investidora, embora ainda avalie internamente como isso seria feito. "É uma equação que começa a fechar. A Renova estuda como pode atuar nele”, diz Pillegi. Para o executivo, trata-se de um nicho que começa a se abrir, com modelos de negócio ainda em discussão.

Na própria Renova, ainda é necessário enxergar em qual elo da cadeia e de que forma seria a participação nesse mercado. Pillegi diz quem uma ideia é atuar em conjunto com parcerios que atuam na distribuição de energia para capturar sinergias. Nesse ponto, é importante lembrar que a Renova tem como acionista a Light, concessionária que atende parte do Rio de Janeiro. E esta última é controlada pela Cemig, que detém a maior área de concessão para distribuição no País em número de clientes.

BNDESPar
A Renova Energia passa por um processo de capitalização, com a entrada de um novo investidor no negócio. A BNDESPar, subsidiária do BNDES para participações, acaba de começar a integrar o capital social da empresa, com um aporte que pode chegar até R$ 314,7 milhões.

“Este investimento representará maior robustez na nossa estrutura de capital da companhia, para respaldar nosso plano de expansão”, analisa o diretor.
 



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