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São Paulo, 27 de Julho de 2012 - 17:07
Tractebel mira expansão eólica e não descarta aquisições
Empresa também acompanha possibilidades em hidrelétricas e testa geração solar
Por FabÃola Binas, de São Paulo (SP)
Eduardo Sattamini: expansão contÃnua em geração Após ter viabilizado parques eólicos para a venda de energia no mercado livre, tendo sido a pioneira nessa modalidade de negócio no País, a Tractebel, controlada pelo grupo GDF Suez, continua atenta a possibilidades de negócio no setor.
“Temos olhado vários projetos. Na procura de parceiros ou para, eventualmente, adquirir algum ativo”, revelou o diretor de relações com investidores da companhia, Eduardo Sattamini. A empresa tem cinco usinas em construção - quatro delas com a maioria da energia contratada no ambiente livre. E pode inscrever o quinto empreendimento, que será construído no Piauí, no próximo leilão - para a venda no ambiente regulado. “Neste parque, podemos fazer um mix”, comentou o executivo.
O setor de energia solar também não está descartado no futuro da companhia, que participa de um Programa de Pesquisa e Desenvolvimento Tecnológico (P&D) para estudar mais de perto as possibilidades de desenvolvimento da fonte no Brasil. “Estamos nos preparando caso venha a despontar este mercado”, disse Sattamini, após uma reunião com investidores na manhã desta sexta-feira (27/7).
Hidrelétricas
Na área de hidrelétricas a Tractebel, que tem cerca de 80% dos negócios concentrados na fonte, ainda crê em oportunidades. A empresa, que usualmente assume os negócios hidrelétricos captados pela sua controladora, a GDF, pode chegar a outros projetos nos próximos anos.
“Sabemos que a GDF estuda projetos como os do Rio Tapajós e Teles Pires”, observou o diretor de relações com investidores. Para se ter uma ideia, o parque gerador da empersa conta com 22 usinas (6.906 MW), das quais 81% são hidrelétricas, 17% termelétricas e outros 2% são fontes complementares.
“Avaliamos a todo o tempo o surgimento de novas oportunidades que podem garantir rentabilidade aos investidores”, resumiu Sattamini.
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