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São Paulo, 06 de Agosto de 2012 - 17:42
Leilão de solar deve vir só depois de 2013
Para o MME, leilão das usinas do Tapajós deve sair antes do certame fotovoltaico
Por FabÃola Binas, de São Paulo (SP)
Altino: fotovoltaica ainda vai esperar O Ministério de Minas e Energia (MME) parece não estar mesmo convencido de que os leilões para contratação de usinas solares são uma boa saída - pelo menos no horizonte dos próximos dois anos. O secretário de Planejamento do MME, Altino Ventura, comentou na tarde desta segunda-feira (6/8) que a pasta ainda estuda o momento adequado para a implantação da fotovoltaica na matriz brasileira.
“Ela deve iniciar quando o preço do MWh estiver pelo menos na faixa dos R$ 150”, comentou Altino, ao lembrar que, por enquanto, esse custo continua na casa dos R$400. A expectativa do especialista é de que esse valor pode não cair a patamares competitivos dentro dos próximos dois anos. O secretário frisou ainda que no momento “a demanda é por reduzir o custo da energia para tornar o Brasil mais competitivo”, dando mais sinais que os leilões de solar só virão mesmo quando o preço da fonte cair.
Por outro lado, Ventura contou que o ministério tem recebido informações de que em outros países este custo já vem caindo, o que pode ampliar a possibilidade da solar deslanchar por aqui dentro de alguns anos.
“Por enquanto, vemos a geração distribuída como o próximo passo da fotovoltaica no Brasil”, ponderou Ventura. Ele lembrou que, nesse sentido, já há a aprovação de legislação por parte na Aneel. “Agora precisamos desenvolver o smart grid”, falou.
Tapajós
Em relação aos próximos passos da hidreletricidade na região amazônica, o secretário confirmou que o MME espera que a licitação das usinas do Tapajós saia até o final de 2013.
“Essa é a expectativa, desde que se concluam os estudos”, projetou Altino, ao ressaltar a confiança de que o projeto é ambientalmente viável. “Elas não interferem na hidrologia”, explicou, aofalar sobre o tipo de construção, que inaugurará o conceito de usinas plataformas.
Ainda sobre a forma da construção destas hidrelétricas, Ventura disse não crer na possibilidade de distúrbios, a exemplo do que ocorreu nas usinas do rio Madeira e até em Belo Monte. “O Tapajós não tem a presença humana, além de que movimenta uma quantidade menor de pessoas na implantação, podendo os trabalhadores atuarem até de helicóptero". O secretário finalizou dizendo que essas hidrelétricas são “promotoras da preservação”.
Comentários:
O Jornal da Energia não se responsabiliza pelas opiniões abaixo expressadas por seus leitores.
"O Sr. Altino Ventura, do MME, está querendo aquilo que hoje é impossÃvel, ou seja, que a energia fotovoltaica atinja nÃveis de preço dos da hidrelétrica, ou a eólica.
O pensamento deve ser o inverso, ao do secretário do MME: "SE ABRIR LEILÃO PARA ENERGIA SOLAR, OS PREÇOS VÃO CAIR" como aconteceu com a EÓLICA, e o PROINFA - Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia. Naquela ocasião, pagava-se mais pelas energias limpas e renováveis, o que estimulou o mercado nacional, e agora as usinas eólicas são competitivas, vendendo a energia a R$100/MWh (preço mais barato do mundo para esta fonte).
BUROCRATAS DO GOVERNO, ABRAM OS OLHOS!!! O MUNDO TODO INVESTE BILHÕES EM ENERGIA SOLAR!!!
Atenciosamente,
Roberto Camargo
"
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