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São Paulo, 17 de Agosto de 2012 - 14:26
Paralisação exigida pela Justiça gera apreensão e preocupação em Belo Monte
Apesar de ainda não ter sido notificada, Norte Energia teme problemas no cronograma com o não aproveitamento da estiagem na região do Xingu
Por Natália Bezutti
Duilio crê que batalhas jurÃdicas vão até a conclusão da UHE Há poucos dias no comando da Norte Energia, responsável pela construção e futura operação da hidrelétrica de Belo Monte, Duilio Figueiredo encara logo de início um grande desafio. Nesta sexta-feira (17/8), na primeira entrevista como presidente da empresa, o executivo demostrou, durante todo o tempo, apreensão e preocupação com a paralisação das obras determinada pela quinta turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região.
Segundo Figueiredo, a empresa ainda não foi notificada da decisão e aguarda a comunicação oficial para tomar as ações cabíveis. O executivo despista e diz que ainda não foram tomadas atitudes e nem estudadas alterações no cronograma. Mas destaca que há um temor de perder o período de estiagem na região do Xingu, que ocorre entre julho e o início de dezembro. Essa época é a mais propícia para a realização dos principais trabalhos no empreendimento.
Na conversa com o Jornal da Energia, o presidente se resigna e diz que ações por parte de ONGs e do Ministério Público Federal são "uma batalha que nós teremos que enfrentar até a geração de energia pela usina". Ele afirma que cada passo dado pela Norte Energia na obra é respondido com uma nova medida judicial por parte dos opositores.
Figueiredo atribui as críticas a desconhecimento e a uma visão ideológica, mas, ao mesmo tempo, ressalta que a informação de que a usina não aitngirá terras indígenas já foi reiterada mais de uma vez e, ainda assim, continua sendo espalhada por aí. “Não é possível que depois de passar tanto tempo e de toda a informação passada pelas áreas, ainda exista essa dúvida”.
Ele também aponta para os benefícios que a usina trará para o País. "“Você viu o nível de preocupação que nós estamos e o reflexo para a sociedade... porque essa não é uma obra da Norte Energia, é uma obra de infraestrutura do País, para beneficio de todos os brasileiros”, argumenta, ao comentar os riscos de uma paralisação definitiva.
Projetos
Em nota divulgada à imprensa na última quinta-feira (16), a Norte Energia diz que a suspensão das obras causaria prejuízos econômicos e ambientais. A empresa diz já ter investido R$5 bilhões dos R$26 bilhões previstos para a usina.
Segundo o texto, o fim do projeto deixaria mais de 20 mil trabalhadores imediatamente desempregados e suspenderia aportes de R$3 bilhões em 117 programas do Projeto Básico Ambiental. Assim como significaria o fim dos investimentos de R$500 milhões da empresa no Plano de Desenvolvimento Regional do Xingu (PDRSX), que contará com outros R$2,5 bilhões do governo federal.
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