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São Paulo, 24 de Junho de 2013 - 15:00

Obras da UHE Baixo Iguaçu iniciam até julho

Investimento é de R$1,6 bilhão, com participação de 30% da Copel e o restante da Neonergia

Da redação

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Crédito: Anieele Nascimento/Gazeta do Povo

O Governo do Paraná, a Neoenergia e a Copel anunciaram nesta sexta-feira (21/06) o início das obras da hidrelétrica Baixo Iguaçu, no rio Iguaçu, entre as cidades de Capanema e Capitão Leônidas Marques. O investimento é de R$ 1,6 bilhão, com participação de 30% da Companhia Paranaense de Energia (Copel) e o restante da Neonergia.

A usina terá capacidade de 350MW, suficiente para atender 1 milhão de pessoas. As obras devem começar até julho e vão criar mais de 2.500 empregos diretos. “O empreendimento é dos mais significativos, diante do crescente consumo de energia no Brasil”, disse o diretor de meio ambiente e cidadania empresarial da Copel, Jonel Iurk, na solenidade de anúncio das obras, realizada no Centro de Exposições de Capanema.

O diretor da Copel citou a expansão do setor industrial do Paraná, com a instalação de novas indústrias e ampliação de plantas já existentes. “Neste quadro de crescimento e desenvolvimento, a usina Baixo Iguaçu é importante para ampliar a oferta de energia para o Estado e para o País”, disse Iurk. O anúncio do início das obras teve a presença, também, do diretor de Geração, Transmissão e Telecomunicações da Copel, Jaime de Oliveira Kuhn; do diretor de Engenharia, Jorge Andriguetto Jr, e do diretor jurídico, Julio Jacob Jr.

O reflexo da usina Baixo Iguaçu na região foi enfatizado pela diretora-presidente da Neoenergia, Solange Ribeiro. “O empreendimento significa progresso, movimento na economia e desenvolvimento”, disse ela. Solange Ribeiro destacou a parceria com a Copel no empreendimento. “A Copel é uma grande empresa e segura para investimentos”, afirmou ela.

Os municípios de Capanema e Capitão Leônidas Marques, que terão áreas abrangidas na construção da usina, serão diretamente beneficiados com o aumento na arrecadação de impostos e geração de empregos. Além disso, quando começar a produzir energia, a Usina Baixo Iguaçu vai pagar uma compensação financeira pelo uso dos recursos hídricos, aumentando a receita das prefeituras.

“É a maior obra da história do nosso município, era aguardada há mais de dez anos e agora se torna realidade graças ao Governo do Estado”, afirmou a prefeita de Capanema, Lindamir Denardin. “A construção da usina vai criar empregos e ajudar muito o desenvolvimento da nossa região”, afirmou.

Além de integrar a diretoria do consórcio a ser formado entre as empresas, a Copel assumirá as atividades de engenharia do proprietário e será responsável por monitorar a execução da obra e o cumprimento de cronogramas, controlar os contratos com fornecedores, avaliar do ponto de vista técnico o projeto civil da usina, acompanhar a fabricação e montagem de equipamentos, entre outras atribuições.

A construção da hidrelétrica marca a retomada da Copel na construção de unidades de geração energia. Em dezembro último, a companhia inaugurou a usina Mauá, em Telêmaco Borba e Ortigueira, com 363MW. Nas próximas semanas, será inaugurada a PCH Cavernoso 2, entre Virmond e Candói, com 19MW. Juntas, Baixo Iguaçu, Mauá e Carvernoso 2 somam R$3,42 bilhões em investimentos.

A nova usina ficará cerca de 30 quilômetros rio abaixo (jusante) da usina Governador José Richa (Salto Caxias) e terá três unidades geradoras que, juntas, terão potência instalada de 350MW. A casa de força será do tipo abrigada e ficará no município de Capanema, na margem esquerda do rio. Um conjunto composto por subestação e linha de transmissão também será construído para conectar a usina ao Sistema Interligado Nacional (SIN).

Uma barragem será erguida no leito do rio Iguaçu para permitir a formação do reservatório, que terá apenas 31,6 quilômetros quadrados de superfície – considerado bastante pequeno em comparação com outras hidrelétricas do mesmo porte. O lago de Baixo Iguaçu será operado “a fio d’água”, o que significa dizer que não terá a função de acumular grande volume hídrico para regularizar a vazão do rio, e com isso, por consequência, minimizará eventuais impactos ambientais.

O aproveitamento Baixo Iguaçu é o último empreendimento energético previsto para o principal rio paranaense, onde já operam cinco hidrelétricas de grande porte: Foz do Areia, Segredo, Salto Caxias – todas da Copel – mais Salto Osório e Salto Santiago, pertencentes à Tractebel. Juntas, elas totalizam 6.674MW de potência instalada.



Comentários:

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gilberto disse em 12/08/2013:
"quais as construtoras responsaveis pela execução das obras?? e telefones de contato para trabalhar na obra??"



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