São Paulo, 28 de Julho de 2010 - 11:00

J. Malucelli critica preços teto do leilão A-5

Companhia vê mercado agitado, mas ressalta margem apertada nos projetos

Por Luciano Costa

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Crédito: gettyimages

A J. Malucelli, que vai participar da disputa pelas hidrelétricas de Colíder (300MW) e Garibaldi (177,9MW) no leilão A-5, marcado para 30 de julho, afirma que "o mercado está em polvorosa" nestes dias que antecedem o certame. O diretor de energia da companhia, Theóphilo Garcez, diz que tem conversado com muitas empresas para tentar fechar parcerias mas que, caso não encontre bons negócios, o grupo pode entrar sozinho na licitação por meio de suas empresas J. Malucelli Construtora e J. Malucelli Energia.

O executivo, porém, destaca que os orçamentos definidos pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE) para os empreendimentos "estão muito baixos em relação ao mercado". A usina de Garibaldi, em Santa Catarina, tem investimento previsto pelo governo de R$719,3 milhões, enquanto a Colíder, no Mato Grosso, está estimada em R$1,2 bilhão. "São projetos muito bons, mas existem também complicações muito boas, muitos aspectos envolvidos", explica.

Para o diretor de energia, os preços teto do leilão também não estão em uma faixa adequada. "A tarifa não está nada compatível. A margem (de retorno) está muito estreita". Garibaldi é a hidrelétrica com a maior tarifa teto estabelecida pela EPE: R$133 por MWh. Em Colíder, o limite estabelecido é de R$116. Apesar das críticas, o executivo acredita a disputa pelos projetos deve ser grande. "São só três usinas. É pouca coisa para muita gente", analisa Garcez, que vê o mercado "em polvorosa" nesses dias que antecedem o leilão.
 

* Errata: o preço teto da usina de Colíder é de R$116 e não de R$122 como anteriormente informado

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