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São Paulo, 29 de Julho de 2010 - 18:00
Fitch eleva rating para Tractebel, Cemig e Cemar
Agência atua na classificação de risco em mais de 90 paÃses
Da redação
A Agência de classificação de risco Fitch Ratings elevou nesta semana a avaliação de três companhias do setor elétrico brasileiro: Cemar, Cemig e Tractebel.
A Cemar teve alta de 'AA-(bra)' para 'A+(bra)' em seu rating nacional de longo prazo. Também passou de 'A(bra)' para 'A+(bra)' o rating nacional de longo prazo da terceira emissão de debêntures subordinados da comapnhia, no valor de R$267,3 milhões e com vencimento em 2013. A perspectiva da classificação corpotativa da empresa é "estável".
"A companhia se diferencia em seu segmento de atuação pelas elevadas margens de EBITDA, apoiadas pelos fundamentos positivos de crescimento de seu mercado e pela adequada administração de seus custos gerenciáveis. Os ratings contemplam, ainda, a agressiva política de distribuição de dividendos da companhia e o risco hidrológico, inerente ao setor elétrico", explica a Fitch.
A Cemig teve elevados de 'A+(bra)' para 'AA(bra)' seus ratings nacional de longo prazo para a holding e para suas subsidiárias de geração e transmissão (Cemig GT) e de distribuição (Cemig D). As últimas emissões de debêntures das subsidiárias também receberam a avaliação. A perspectiva dos ratings corporativos da companhia é "estável".
"A elevação dos ratings da Cemig e de suas subsidiárias reflete a forma positiva com que o grupo preservou um perfil de crédito conservador, com forte liquidez e medidas de crédito satisfatórias, mesmo após o desafio de realizar relevantes aquisições nos últimos dois anos", analisa a Fitch. A agência, porém, coloca como fatores limitantes dos ratings "os desafios impostos" pelo "agressivo plano de aquisições", o risco político devido ao controle acionário público da estatal e o risco hidrológico.
Já a Tractebel teve melhorias de 'AA(bra)' para 'AA+(bra)' em seus ratings nacional de longo prazo e em suas três emissões de debêntures, que somam R$950 milhões e têm vencimento em 2011 e 2014. A perspectiva para a companhia é vista como "estável".
"Os ratings da Tractebel se baseiam em seu sólido perfil financeiro consolidado, com elevada e previsível geração operacional de caixa e reduzida alavancagem financeira. Também foi considerado o satisfatório desempenho operacional da Tractebel e, em menor grau, a força de crédito e a expertise de sua controladora GDF-Suez, além da destacada posição de mercado da companhia, como maior empresa privada de geração de energia elétrica no Brasil", justifica a agência. A Fitch coloca como fatores limitantes dos ratings "o agressivo plano de expansão da empresa", além do risco inerente a seus projetos em execução e o risco hidrológico.
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