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São Paulo, 29 de Julho de 2010 - 17:00
EDP não vê preço atrativo para leilão de eólicas
Companhia já havia ficado de fora do primeiro certame da fonte, em 2009
Por Luciano Costa
A EDP pode ficar novamente fora da disputa nos leilões de energia de reserva e de fontes renováveis, marcados para 25 e 26 de agosto. A companhia portuguesa já havia desistido de participar do primeiro certame voltado especificamente para a fonte, no ano passado, por achar que o preço-teto estabelecido pelo governo, de R$189 o MWh, não garantia um retorno adequado aos investimentos. Neste ano, com uma tarifa teto de R$167, o grupo continua receoso de entrar na concorrência.
"Temos interesse nos leilões, temos projetos. Quanto ao preço, não parece à primeira vista ser muito atrativo", afirma o diretor financeiro da EDP, Miguel Amaro. O executivo lembra que a empresa muitas vezes é criticada por não ser agressiva em seus negócios. "Esse (modelo conservador) é o retorno para quem quer continuar no mercado saudavelmente", explica.
"Nossa aposta em crescimento e desenvolvimento está na geração. Se considerarmos o que está em obras e os projetos em curso, a geração vai tomar um lugar melhor em participação no nosso portfólio", ressalta Amaro. Para cumprir o plano, a companhia também está de olho no leilão A-5 de hidrelétricas que acontece nesta sexta (30/07) e no certame que o governo pretende realizar no segundo semestre. "Estamos interessados nos leilões, até porque faze parte de nossa estratégia de crescimento na geração renovável: hídrica e eólica", aponta Amaro.
O grupo português também tem diversos projetos de Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) em avaliação na Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), esperando o aval do regulador para serem tocados. "Não temos uma definição da Aneel sobre quais projetos podem ser liberados. É algo que continuamos a trabalhar, mas não creio que até o final do ano a gente tenha muitas novidades nessa frente", afirma o diretor financeiro.
Ainda assim, Amaro acredita que a análise dos empreendimentos deve ser acelerada em breve. "Achamos que, passado Belo Monte, que consome muito tempo da Aneel, deve haver uma evolução na parte das PCHs", analisa o executivo, que também vê a chance de alguma estabilização no setor "depois do período eleitoral".
A EDP possui ainda um projeto termelétrico em Resende, no Rio de Janeiro. Amaro, porém, revela que as negociações com a Petrobras para obter gás natural para o empreendimento ainda não avançaram.
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