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São Paulo, 03 de Fevereiro de 2012 - 15:00

Alupar trabalha para antecipar operação de UHE Ferreira Gomes em um ano

Empresa também mira projetos eólicos e a hidrelétrica Cachoeira Caldeirão, que pode estar no leilão A-5

Por Wagner Freire

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Crédito: aI In√≠cio da fase de concretagem da usina Ferreira Gomes

A Alupar Investimento, responsável pela hidrelétrica de Ferreira Gomes, que esté em contrução no município de mesmo nome, no Amapá, trabalha para antecipar o cronograma e começar a geração um ano antes da data estabelecida junto à Agência Nacional de Energia (Aneel). A revelação foi feita pelo diretor de novos negócios da companhia, Enio Nucci, que conversou com o Jornal da Energia nesta sexta-feira (3/1). Segundo o executivo, a medida deve elevar em 1% a taxa de retorno do empreendimento, hoje calculada em 10%.

Segundo Nucci, toda a fase de escavação está pronta e a obra se prepara para iniciar a etapa de concretagem. No contrato de concessão, a data prevista para essa etapa era 30 de novembro deste ano - o que reforça a meta da empresa em adiantar a usina do rio Araguai, que terá 252MW.

A UHE Ferreira Gomes foi leiloada em 2010 com um preço-teto de R$83 por MWh e arrematada pela Alupar com um lance de R$69,82 por MWh, que resultou em um deságio de cerca de 16%. A primeira unidade da usina precisa iniciar a geração em dezembro de 2014, de acordo com os marcos estabelecidos pela Aneel para a obra.

Na época do leilão, 70% da energia da usina foi comercializada no mercado cativo. Os outros 30% terão como destino o mercado livre. "Ainda não temos contrato fechado para esse montante de energia, mas estamos negociando com uma comercializadora", diz Nucci, que completou afirmando que "as conversas estão bem adiantadas". Nucci também espera fechar uma venda extra no ambiente livre caso a meta de antecipação seja alcançada.

O projeto está orçado em R$910 milhões, dos quais 40% provirão de capital próprio e o restante será financiado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). "O Itaú BBA está negociando e esperamos que até a metade do ano comece a entrar dinheiro do BNDES", calcula o executivo da Alupar.

O diretor de novos negócios da Alupar também falou sobre os três empreendimentos hidrelétricos que a empresa tem na Colômbia. Segundo ele, todas as questões ambientais dos projetos já foram superadas. "Estamos com todas as licenças em mãos e os escritórios já estão instalados. Agora, estamos preparando o processo de contratação da construtora que vai erguer as usinas. A ideia é começar a obra no meio deste ano", estima Nucci. A Alupar vai construir três pequenas centrais hidrelétricas (PCHs) no país: Morro Azul (16MW), Guática I (4MW) e Guática II (8MW), totalizando 28MW de potência.

Leilões
Enio Nucci garantiu ao Jornal da Energia que a Alupar vai participar dos próximos leilões de energia nova deste ano. A empresa está de olho em projetos hidrelétricos que estavam previstos para serem licitados no ano passado, mas não foram oferecidos ao mercado por causa da ausência de licenças ambientais. Ele destacou interesse nas usinas do rio Teles Pires, no Mato Grosso - Sinop (400MW) e São Manoel (700MW). Mas contou que o empreendimento que se encontra em "sinergia" com a estratégia da empresa é a usina Cachoeira Caldeirão (219MW). "Ela é onde seremos mais competitivos, até mesmo pela proximidade com Ferreira Gomes".

A Alupar também cadastrou junto à Empresa de Pesquisa Energética (EPE) oito parques eólicos no Rio Grande do Norte para o leilão A-3. Os projetos somam 160MW de potência instalada. "Temos boas expectativas para a fonte. Sabemos que a alta nos preços da eólica no último leilão foi causada pela questão da pouca oferta de hidrelétricas. Mas acreditamos que esse viés de alta se mantenha no A-3", completa Nucci.

Pelo cronograma do Ministério de Minas e Energia, o leilão A-3 acontece em 22 de março, enquanto o A-5 será em 26 de abril. As usinas contratadas no primeiro certame terão três anos para entrar em operação, enquanto as da segunda licitação terão cinco anos de prazo.



Coment√°rios:

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ANTONIO PEDROSO DO MONTE disse em 13/09/2012:
"Empresa dos dólares na cueca é sócia do FGTS
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Alupar, de Paulo Godoy, j√° recebeu R$ 527,5 milh√Ķes do FI-FGTS e quer mais R$ 300 milh√Ķes; empresa √© a mesma que, segundo o MP do Cear√° pagou ‚Äúpropina‚ÄĚ ao petista Jos√© Adalberto da Silva, famoso por transportar dinheiro nas partes √≠ntimas
29 de Novembro de 2011 às 17:08
247 ‚Äď A imagem de um assessor parlamentar do PT, preso por transportar d√≥lares na cueca, ficar√° para sempre guardada no anedot√°rio pol√≠tico brasileiro. O nome dele era Jos√© Adalberto Vieira da Silva, que trabalhava como assessor parlamentar do deputado Jos√© Guimar√£es. Antes de ser flagrado, com as verdinhas nas partes √≠ntimas, Jos√© Adalberto havia visitado os escrit√≥rios do grupo Alusa, que pertence ao empres√°rio Paulo Godoy. Este, por sua vez, √© tamb√©m presidente da Associa√ß√£o Brasileira da Ind√ļstria de Base, a Abdib, que re√ļne as grandes empreiteiras brasileiras. √Ä √©poca, em 2005, o Minist√©rio P√ļblico do Cear√° concluiu que o dinheiro transportado na cueca era uma propina referente a um empr√©stimo de R$ 300 milh√Ķes obtido pela Alusa, de Paulo Godoy, junto ao Banco do Nordeste. Ou seja, uma retribui√ß√£o pelos juros subsidiados.
A novidade agora √© que, esta mesma Alusa, √© s√≥cia do FGTS, o Fundo de Garantia por Tempo de Servi√ßo. Brasil 247 teve acesso a todos os valores contratados pelo FI-FGTS desde 2008. Este fundo, cujos empr√©stimos s√£o decididos por representantes da Caixa Econ√īmica Federal e do Minist√©rio do Trabalho, do pol√™mico Carlos Lupi, j√° distribuiu R$ 17,4 bilh√Ķes nos √ļltimos tr√™s anos. E, al√©m de emprestar recursos com taxas bem abaixo das que s√£o cobradas das empresas normais, sem acesso aos favores oficiais, o FI-FGTS tamb√©m adquire participa√ß√Ķes acion√°rias.
Pois bem: a Alupar, de Paulo Godoy, √© um dos clientes preferenciais do FI-FGTS. Em 12 de dezembro de 2008, o FI-FGTS desembolsou R$ 42 milh√Ķes na compra de a√ß√Ķes da Alupar ‚Äď Iju√≠ Energia. Uma semana depois, em 18 de dezembro, foram R$ 22,5 milh√Ķes para a Alupar Queluz. No mesmo dia, mais R$ 21,9 milh√Ķes para a Alupar Lavrinhas. Em 30 de janeiro de 2009, R$ 40,9 milh√Ķes para a Alupar Foz do Rio Claro. Mais recentemente, em 23 de setembro de 2009, a Alupar Participa√ß√Ķes recebeu R$ 400 milh√Ķes. Em todos os casos, n√£o foram empr√©stimos ‚Äď o FGTS, que pertence aos trabalhadores brasileiros, se associou √† Alupar, de Paulo Godoy.
Um novo pedido
At√© agora, o grupo comandado pelo presidente da Abdib j√° recebeu R$ 127.524,120,00 do FI-FGTS. O maior neg√≥cio, no entanto, pode ocorrer nos pr√≥ximos dias, quando o fundo avaliar√° uma opera√ß√£o de R$ 300 milh√Ķes, a ser fechada com a Hidrel√©trica Ferreira Gomes, que tamb√©m pertence √† Alupar. Neste caso, seria um empr√©stimo, com juros subsidiados ‚Äď a uma taxa de 7% ao ano.
Procurada pela reportagem do 247, a Alupar n√£o se manifestou sobre os recursos j√° recebidos e sobre o novo pedido em an√°lise pela Caixa Econ√īmica Federal, na vice-presid√™ncia comandada pelo executivo Marcos Vasconcelos. A Caixa, at√© o presente momento, tamb√©m n√£o se manifestou.
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