Patrocínio:

São Paulo, 01 de Março de 2012 - 16:01

Bioenergy aposta em eólicas no mercado livre e vai em busca de contratos longos

Companhia já vendeu antecipação de usinas do A-5 e agora pretende usar preços baixos para fechar acordos de até 20 anos

Por Luciano Costa, de Guamaré (RN) *

Fonte Maior Fonte Menor
Crédito: Divulgação

A Bioenergy, que colocou em operação o primeiro parque eólico com toda a energia vendida no mercado livre – a usina Miassaba 2 – pretende continuar com fortes apostas nesse filão. No ano passado, a companhia realizou um leilão que vendeu a produção extra que será gerada pela antecipação dos projetos viabilizados no certame A-5 de 2011. Essas usinas precisam começar a funcionar somente em 2016, mas a meta da empresa é concluir as obras no final de 2013.

O presidente da companhia, Sérgio Marques, afirma que a percepção tem sido de que os consumidores evitam contratos mais longos e tentam acertar compromissos de “no máximo três anos”. Esse período, porém, é insuficiente para fazer uma usina sair do papel. Miassaba 2, por exemplo, conseguiu o feito de vender a produção para a Cemig por vinte anos, o que deu segurança ao empreendimento.

Ainda assim, a Bioenergy vai persistir. Marques adianta que promoverá um novo leilão de venda em abril deste ano e diz que o objetivo agora é ter acertos “de quinze ou vinte anos”, que garantam as usinas sem necessidade de ir aos certames promovidos pelo governo. Para conseguir convencer os compradores, a empresa mira um fator decisivo: preço.

“Se você competir em preço com outras fontes, oferecendo essa energia com o mesmo preço e ainda tendo o diferencial de ser verde, renovável, você consegue vender”, prevê Marques.

Apesar do olhar voltado para o mercado livre, a empresa não deixará de ir ao certame A-3 marcado para março pelo governo. Os projetos inscritos pela Bioenergy na licitação somam 450MW, sendo todos no Maranhão. O estado também é onde estão previstos os empreendimentos que a companhia espera viabilizar por meio de seu próprio leilão em abril.
 

* O repórter viajou a convite da Bioenergy e da GE.



Comentários:

O Jornal da Energia não se responsabiliza pelas opiniões abaixo expressadas por seus leitores.


Ainda não há comentários para esta notícia. Seja o primeiro a comentar.

Obs: comentários com ofensas diretas serão editados

© 2009 Editora Lumière . Todos os direitos reservados.